quinta-feira, 26 de novembro de 2009

PALAVRÕES PARA QUÊ?



Nunca gostei de me expressar através de palavrões. Achava deselegante, apesar de reconhecer seus propósitos em algumas situações. Claro que os princípios de educação aos quais segui orientados pelos meus pais, tem muito a ver com este meu pensar sobre a questão. Ser criada com mais seis irmãos, era inevitável os conflitos por causa de uma bicicleta, uma bola, disputa de canais de TV , entre outras coisas. Mas, o máximo que podíamos dizer sem culpa era mandar o outro ir “às merdas”, isto se os pais não estivessem presentes. Essa falta de liberdade de expressão, revelava uma educação autoritária e repressora, à qual era passada como "necessária" para uma formação "saudável e adaptável" para uma sociedade que exigia do cidadão bons modos e princípios de retidão de carater. E eu fui criada assim, morrendo de vontade em algumas ocasiões de mandar algumas pessoas para aquele lugar, mas não "podia".
Daí,durante meu curso de psicologia resolvi fazer terapia....hahaha....desconstrução em parte. Fazia terapia em grupo. E os terapeutas começaram a observar minha fragilidade verbal para reagir diante algumas situações. Inclusive era notório a somatização dessa minha incapacidade nos meus acessos de tosse ou dores na garganta, que evidenciava quando estava tensa. Eu continha minha energia raivosa na garganta para não me desequilibrar emocionalmente,embora me desequilibrasse fisicamente. E buscando uma compreensão sobre esta minha maneira de lidar com este meu viver, comecei a me trabalhar através da bioenergética, sendo estimulada a soltar minha voz lá do fundo para o exterior, com um sonoro PORRA. Era impressionante como não saia nadaaaaaa. A terapeuta por mais que me estimulasse simulando agressões verbais para me desconstruir eu não conseguia reagir. Era muito pesado a força da expressão de um simples porra.
Com o tempo comecei a conhecer melhor a relação dos pavrões com o emocional. A área cerebral responsável pelo controle das emoções é o sistema límbico onde fica a nossa parte animal. É como se buscássemos uma válvula de escape para as energias raivosa de maneira saudável . Ou seja, uma maneira de não ficarmos presos a emoções negativas, desequilibrando as nossas forças interiores. Claro, que não é o caso daquelas pessoas que já incorporaram palavrões em seu vocabulários indiscrimanadamente. É Mais ou menos assim...você levar uma topada daquelas que te tira do sério e você dizer um ph.od@-se ou um “vai prá p#ta que te pariu". Caramba, a sensação de alívio é muito interessante. Mesmo assim, ainda me acho muito policiada.

Mas, tem um momento que acho impressionante como meu sistema límbico funciona favorecendo minha expressão animal. Quando estou dirigindo não sou daquelas motoristas que xinga o outro, que sai buzinando o tempo todo, que põe o dedo pra fora. Mas, eu fico dizendo porra o tempo todo pra mim. Um carro me tranca no trânsito, eu falo “porra!!!”. Outro buzina atrás e eu falo “que porra é esta?”. Outro me xinga e eu respondo pra mim mesma: “vá pra porra!!!”. Outro passa quase enconstando no meu carro e eu falo “venha seu porra!!!!”.....

Eu descobri que os palavrões me dão uma sensação de força e leveza ao mesmo tempo para assumir meus sentimentos em determinadas situações. Mas, sinceramente?...acho uma forma de expressão vulgar. Prefiro experimentar outras sensações onde percebo mais respeito e consideração principalmente às pessoas que não tem nada a ver com meus sentimentos diante meus problemas. Respeito é bom e todo mundo gosta.

Mas, vamos e venhamos.....um porra diante uma topada merece ser dito, não acha?...ô que sensação de alívio!!!.....hahaha.



Imagens retiradas da net

6 comentários:

  1. Palavrões.... não faço uso desssa liguagem..se é bom ou ruim...Na foramação das crianças é que realmnte fica muito ruim.. Incentivar crianças pequenas a usar essa linguagem e achar bunitinho é que é bizarro. Já nos adultos cada um usa como lhe convem...Penso que tem momentos e hora e local.... quer dizer ... quem nunca disse um palavrão,, em ocasiões de raiva, medo, alegria ou nos momentos mais paralizantes????

    Beijos, Mary

    Hod.

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  2. hehehe...papavrões pra que?...pra não acabar dando uma porradas a quem merece menina...é assim ai. Gostei do post.

    Lucas, the best

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  3. Não uso palavrões no meu vocabulário. Mas, numa topada lasqueira porra é o termo mais leve que uso....kakakaka

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  4. Olá Mary,
    Contente por sua visita e por ler o Conto " Afragrância do Nectar da Flor" que participa da Blogagem Coletiva do Néctar da Flor do Blog da amiga Rebeca.
    Felizes os homens que encontram mulheres dispostas à iniciá-los.
    Caso tenho sido vc uma das 15 pessoas que votou no Conto, agradeço-lhe com todo coração.

    Beijos, para um belo final de semana, Alôha.

    Hod.

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  5. Que coisa feia menina!!!!...nem parace a Mary que conheço...hrum!

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My Journey

Trata-se de um blog pessoal, onde sinto-me à vontade para falar sobre my way and my journey.

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Eu pensei que me conhecia, mas eu me imaginava. Eu pensei que existiam somente duas Marys dentro de mim. Uma que eu a controlava, outra que me controlava. No entanto, comecei a tirar os véus da imaginação e me dei conta que existem muitas mulheres dentre deste corpo pequeno e frágil. Por isto, ele era tão complexo e vulnerável.A partir daí, comecei a compreender a fala da minha incompreensão, tentando ser menos severa comigo, para ser mais amável e tolerante para aceitar que sou o que sou, sem nenhum compromisso em querer ser politicamente correta para agradar aos outros. Isto me acalma e me faz ver-me diferente. Sou mulher, mãe, profissional, deusa, amante, cidadão do mundo, vivendo intensamente meu universo feminino. Isto é o que chamo de entrega de mim à mim, mesma. Sou seguidora incondicional de Jesus Cristo.

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