terça-feira, 9 de março de 2010

Slow blogging

Me amarrei nesta matéria do UOL sobre Slow blogging....me dei conta que este é o meu estilo de postar.

A internet é o que fazemos dela e como a usamos. Quando você apertar o botão "enviar", ele é, sem dúvida, extremamente rápido (se tiver uma conexão de alta velocidade) e a avalanche de informações abrangentes sobre nós, nos faz sentir como se nós, também, devessemos ser rápidos sobre o envio, ou as nossas novidades envelhecerão. O slow blogging tem uma abordagem diferente: que a beleza da internet é a sua conexão, o seu alcance, a sua abertura. Quem segue esta tendência  não tem interesse em chegar a muitas pessoas ou escrever rapidamente as suas reflexões - podemos fazer isso com o Twitter e outras ferramentas de redes sociais. A internet dá-nos espaço e ferramentas para ambos.


Afinal, aí está o slow blogging, que pode ter várias traduções: blogando sem pressa; blogando devagar; lento blogar etc.


Várias traduções, mas um só significado: o blogueiro posta uma vez só a cada muito tempo. Um post a cada duas semanas, três semanas, um mês... Como se ele perguntasse ao internauta que o lê: por quê? Tá com pressa?

Todd Sieling: A idéia do "slow blogging" veio de duas fontes: "Se a medida do sucesso for a quantidade de posts, não quero fazer sucesso"


1. Minha admiração pelos valores do movimento Slow Food, que valoriza a essência e a experiência de comer.

2. Minha frustração com o conselho dado aos blogueiros para mudar a maneira como eles escrevem para se adequar aos motores de busca - e como a Web, em geral, trabalhou sobre isso na época.

Eu assistia ao interesse por blogs crescer, e o conselho que era dado aos novos blogueiros era escrever de maneiras que fossem compatíveis ou favorecidas pelos mecanismos de busca. Uma das instruções mais comum dada aos novos blogueiros era escrever posts com frequência e regularidade (um ou mais posts por dia), e que o castigo por não o fazer era perder leitores e ser esquecido pelas ferramentas de busca. Isso me pareceu absurdo, iria mudar muito a nossa criatividade natural para caber em um sistema tecnológico pobre em vez de tentar melhorar as falhas tecnológicas.

Eu tive o meu próprio blog "comum", e eu tentei arduamente manter um fluxo constante de novos posts por um tempo, mas logo a qualidade do que eu estava postando não me faz feliz. Se a medida do sucesso for a quantidade de posts, a quantidade de leitores, a quantidade de resposta nos resultados de pesquisas, então eu não quero fazer sucesso. Peguei meu blog "comum" e apaguei tudo nele, como uma experiência fracassada, e escrevi o manifesto "Slow Blogging" como uma espécie de adeus à prática do blogar regularmente.

Barbara Ganley : Quando eu comecei, em 2001, a blogar com meus alunos da universidade, rapidamente se tornou claro para mim que os blogs pensativos e reflexivos aprimoraram a experiência em sala de aula, uma vez que eu pedia aos alunos online para conversar sobre os textos que estavam estudando e as perguntas envolvidas, e fazer isso como se estivéssemos escrevendo cartas um ao outro - e ao mundo. Eles tinham que ter algo a dizer para além da primeira e fácil resposta. E eles começaram a construir algo a dizer sobre o que o outro está pensando, e a escrever de forma poderosa. Em 2004, eu comecei a postar no meu próprio blog e, nesse momento, vi que a forma longa, a forma lenta me deu a oportunidade de meditar sobre as idéias, fazer conexões entre o que eu li, experimentar e criar de uma maneira que me ajudou a manter contato com meu próprio processo de pensamentos ao mesmo tempo em que eu estava me conectando ao resto do mundo e envolvê-lo na conversa. Eu peguei o termo "slow blogging" a partir do movimento Slow Food. Neste mundo rápido, eu prefiro usar essa ferramenta mercurial para fazer algo lento, reflexivo e conectivo.

5 comentários:

  1. Mary querida!
    Primeiro quero agradecer sua visita aos meus blogs e depois quero parabenizá-la por esse espaço bonito e com escritas que denotam claramente a mulher inteligente que você é, certamente.
    Me identifiquei muito com o seu jeito de escrever, com as suas idéias e tb já uma uma seguidora sua.
    Bjoka

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  2. Op´s...Voltei para assinar o recado aí em cima....Rsrs
    Yoyo

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  3. Olá Mary,
    A tendência Slow faz-se presente na vida de alguns muitos. Favorece em muito o quântico. E ainda vai desestruruar a idéia de que tempo é dinheiro. Entendo isso como o fracasso de Cronos e abre alternativas reais para Kairós, que cultivo por mais de 3 décadas.

    Bom dia amiga com muitas bençãos,

    Alôha.

    Hod.

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  4. Mary,
    Adorei o conceito!
    Se não ficarmos atentas, algo tão bacana como compartilhar o que nos encanta na vida acaba tornando-se + um motivo de stress...
    Eu tenho respeitado meu ritmo, o ritmo da minha vida, para não entrar na paranóia.
    Obrigada por me lembrar deste compromisso comigo mesma! O Universo tb agradece!
    Vou colocar um post lá no "Cacarecos" para dividir isto com quem passa por lá (créditos seus, CLARO!!)
    Bjuss

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  5. Que bom! acabei achando uma definição muito objetiva e com total sentido para o meu jeito de blogar.
    Grande abraço

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Trata-se de um blog pessoal, onde sinto-me à vontade para falar sobre my way and my journey.

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Eu pensei que me conhecia, mas eu me imaginava. Eu pensei que existiam somente duas Marys dentro de mim. Uma que eu a controlava, outra que me controlava. No entanto, comecei a tirar os véus da imaginação e me dei conta que existem muitas mulheres dentre deste corpo pequeno e frágil. Por isto, ele era tão complexo e vulnerável.A partir daí, comecei a compreender a fala da minha incompreensão, tentando ser menos severa comigo, para ser mais amável e tolerante para aceitar que sou o que sou, sem nenhum compromisso em querer ser politicamente correta para agradar aos outros. Isto me acalma e me faz ver-me diferente. Sou mulher, mãe, profissional, deusa, amante, cidadão do mundo, vivendo intensamente meu universo feminino. Isto é o que chamo de entrega de mim à mim, mesma. Sou seguidora incondicional de Jesus Cristo.

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