terça-feira, 11 de agosto de 2009

Haja coração!!!


Relacionamento é um assunto sério tanto para os homens quanto para as mulheres pelas diferenças de perspectivas como já mencionei no post anterior. O que escrevo aqui é apenas uma maneira de olhar o tema, na minha experiência, nas minhas observações e nos meus estudos. É o meu olhar fenomenológico e não metafísico.
O que leva as pessoas a amarem e sofrerem ao mesmo tempo?
Que sentimento é este que inunda a mente e o corpo aprisionando a alma, em algumas situações, sufocando a capacidade de viver de si mesmo e do próximo?
Que direito de posse adquirimos por encontrar a pessoa que julgamos nos fazer feliz?
Porque a necessidade de segurança é tão intensa por parte das mulheres principalmente, que chegam a afundar as relações devido a controles e regulações?
O que leva as pessoas a mentirem, num contexto onde a confiança é imprescindível para possibilitar segurança e harmonia na relação?
A forma de amar do homem é diferente da mulher?

Eu acredito que independente de ser homem ou mulher, a forma de amar uma pessoa é única e não universal. Pois cada pessoa possui uma história, um percurso de vida que lhe é único. Daí, é natural que cada relação seja rica em especificidades. Dependendo das lacunas trazidas na historicidade de cada pessoa, a satisfação conjugal pode depender do aprofundamento do conhecimento mútuo, do desenvolvimento da capacidade de cada um dos cônjuges para se deixarem influenciar pelo outro, na gestão das emoções e/ou da aquisição de competências relacionadas com a comunicação conjugal.

De um modo geral, as dificuldades associadas a uma “crise conjugal” não surgem da noite para o dia – ainda que, por vezes, os membros do casal possam considerar que o mal-estar está associado a um episódio ou mudança recente. Na verdade, é preciso tempo para que as dificuldades cristalizem e para que a insatisfação tome conta da vida de um casal, fazendo com que apareçam padrões como o sarcasmo, isolamento, o retraimento, o desprezo, o descrédito, a desconfiança ou a atitude defensiva. Ora, se um casamento pode levar anos a deteriorar-se e se a insatisfação conjugal é quase sempre fruto da acumulação de experiências emocionalmente negativas, também não é expectável que a recuperação da harmonia ocorra de forma instantânea. Pelo contrário!

À medida que a insatisfação se instala, os momentos positivos tendem a ser “apagados” da memória dos membros do casal, que se centram nos aspectos negativos e se sentem a cada dia mais desesperançados. Fixam-se, então, no que há de mais negativo no outro e alimentam a expectativa de que é possível mudar o cônjuge.

Identificar claramente os problemas da relação conjugal é muito mais do que um ato de contrição. Dessa análise também faz parte, por exemplo, o reconhecimento de que há defeitos do nosso cônjuge que sempre existiram e com os quais temos que lidar, caso queiramos manter a relação, e a assunção de que nem todos os problemas são solucionáveis.

Mas, se perceberes que trata-se de algo que dificulta a sua expressão natural de ser no mundo, vale a pena refletir sobre o sentido desta relação. Neste momento as pessoas tem que entrar num processo de recuperação do amor e do respeito por si mesmo e na recuperação do respeito e do amor pelo outro. Tem que buscar sentido do abandono da negação sistemática de si mesmo e do outro e da recuperação da biologia do amor , como a maneira ou fio central do seu viver, criando luz e abertura à realidade não pensada.

No meu entendimento vale a pena viver por um grande amor. Mas, um grande amor sobrevive num ambiente saudável,onde a trasparência, verdade e o cuidado pelo outro, torna-se a base de segurança da relação.

3 comentários:

  1. Penso que quando se trata de dois diferentes, essas diferenças não podem ser tão acfentuadas como linhas de talvegue.

    Explico: Qualidades: Um completa o outro.

    Defeitos: Depreferência mais ou menos parecidos...o que vai exigir de ambos um nivel de tolerância elevado, assim como paciência, disposição incansável e boa vontade, muito diálogo para transcender esses defeitos!!!

    Manias...Perfeitamente toleráveis, caso contrário não é bom nem começar!!!

    Isso não é uma receita..são pré requisitos.

    Menina de Natal, vc superou-se novamente com esse texto. Sempe é muito prazeroso ler-te!!

    Bjuss!
    Aloha!
    Hod.

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  2. O amor é um sentimento tão tênue como uma flor, já dizia o poeta. Se não for alimentada todos os dias, ela murcha e perde o seu sentido de ser viçosa, bela e transpiradora de paz e tranquilidade. Às vezs acho que falta esta compreensão nas relações.

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  3. Hod...adoro sua sapiência...com saudades tuas.
    bjs.

    Ricardo...tb concordo ctg....o amor necessita ser alimentado todos os dias, com atenção, paciência, cumplicidade e com uma grande capacidade de perdoar.

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Trata-se de um blog pessoal, onde sinto-me à vontade para falar sobre my way and my journey.

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Eu pensei que me conhecia, mas eu me imaginava. Eu pensei que existiam somente duas Marys dentro de mim. Uma que eu a controlava, outra que me controlava. No entanto, comecei a tirar os véus da imaginação e me dei conta que existem muitas mulheres dentre deste corpo pequeno e frágil. Por isto, ele era tão complexo e vulnerável.A partir daí, comecei a compreender a fala da minha incompreensão, tentando ser menos severa comigo, para ser mais amável e tolerante para aceitar que sou o que sou, sem nenhum compromisso em querer ser politicamente correta para agradar aos outros. Isto me acalma e me faz ver-me diferente. Sou mulher, mãe, profissional, deusa, amante, cidadão do mundo, vivendo intensamente meu universo feminino. Isto é o que chamo de entrega de mim à mim, mesma. Sou seguidora incondicional de Jesus Cristo.

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