sábado, 22 de agosto de 2009

Vibrador e orgasmo




Esta semana dando umas voltas na net, alguns post me chamaram a atenção quanto a elevação da preferência do vibrador, durante a prática sexual entre casais. Daí, resolvi fazer uma pesquisa sobre o tema e descobri algumas curiosidades acerca da sua origem que decidi compratilhar neste blog.

Transcorria o ano de 1880, cansado de masturbar manualmente as suas pacientes, o doutor Joseph Mortimer Granville patenteia o primeiro vibrador eletromecânico com forma fálica. Durante o século XIX, a massagem clítoriana era considerada o único tratamento adequado contra a histeria, de maneira que centenas de mulheres iam ao médico para que tivessem a zona massageada e induzidas a um "paroxismo histérico", hoje conhecido como orgasmo.Dr. Mortimer não imaginaria nunca que este objeto de prazer, tornaria-se presente nas relações sexuais no século XXI, com uma funcionalidade longe de ser assoacida a tratamentos de distúrbios psicológicos.

A histeria, suposta doença que os gregos tinham descrito como "útero ardente", converte-se numa espécie de praga entre as mulheres da época. Qualquer comportamento estranho "ansiedade, irritabilidade, fantasias sexuais" era considerado como um claro sintoma e a paciente era imediatamente enviada para receber uma massagem relaxante.isto me dá vontade de rir.

No final do século XIX a quantidade de mulheres que vão à consulta é tal, que os médicos já estão com problemas de LER(Lesões por esforço repetitivo) nas mãos e pulsos e então começam a inventar todo tipo de artefatos que lhes poupe o trabalho. A variedade de vibradores daquela época é absurda, muitos modelos funcionavam com energia elétrica, outros com baterias ou gás ou água, inclusive foram desenvolvidos alguns que funcionavam a pedal. E os aparelhos tinham velocidades que variavam de 1.000 a 7.000 pulsações por minuto.Há de se concluir que se os aparelhos da época fossem utilizados neles, com certeza eles desistiriam. Prestem atenção as fotos.

Devido a grande procura e quantidade, os preços logo começaram a ser compatíveis para uso doméstico e deixaram de existir somente nos consultórios médicos. Modelos como o "Barker Universal", o "Gyro-Lator" (bastante "sui generis" este nome ) ou a "Miracle Ball" (bola mágica) começam a ser comercializados através dos jornais de tiragem nacional.

- "A vibração é a vida". - Diziam alguns anúncios.
- "Porque você, mulher, tem o direito a não estar doente". - Era o principal mote de muitos catálogos femininos onde o vibrador era publicitado como "instrumento para a tensão e ansiedade feminina". Seu uso era promovido como uma forma de manter às mulheres relaxadas e contentes (o que não é uma inverdade total).
- "A vibração proporciona vida e vigor, força e beleza". - Ou ainda: - "O segredo da juventude foi descoberto na vibração". - Eram outras campanhas publicitárias do produto à época.

Sua comercialização chegou a tal extremo que alguns modelos incluiam um adaptador que convertia o vibrador numa batedeira de bolo. Pese ao que isso possa parecer hoje, naqueles anos a aplicação do vibrador sobre o clítoris era tida como uma prática exclusivamente médica. Na concepção androcêntrica – o homem como ser humano e "masculino" no centro dos acontecimentos – da época, ao não ter contato com o interior do orgão sexual feminino, aquilo não era considerado ato sexual.

Os problemas, os tabus e a grande "sacanagem" que quase todos imaginamos hoje em dia ao ler este texto, começam mais tarde, a partir de 1920, foi a partir deste ano que os médicos abandonaram o uso do vibrador em seus consultórios pois eles começaram a aparecer em filmes pornográficos. A partir desse momento, o vibrador começou a perder sua imagem de instrumento médico e nos finais dos anos 60, início da "queima dos sutiãs", o vibrador adquiriu a conotação que tem nos dias atuais, popularizou-se como um aparelho fundamental para a vida sexual da mulher.

Bem...existe solução pra tudo, menos para a morte e para pagamento de impostos.

8 comentários:

  1. Olá Mary,

    A repressão sexual imposta às mulheres é milenar. Promovida pelo poder Patriarcal.

    Somente no ínico do Século XX, com as brilhantes análises e observações de Freud foi que a mulher começou a enxergar uma luz no fim do túnel e já sabia que não era um trem vindo em sentido contrário.

    Anterior a Freude, o tratamento para os casos de hísteria variavam de pauladas, banhos gélidos, choque elétricos e por ai vai.

    No entanto o Pai da Psicanálise observou que 98% dos casos de histeria eram de origem sexual devido a brutal repressão sexual imposta à mulher pelas doutrinas religiosas e pela sociedade machista e a história tomou outro rumo que conheces melhor do eu.

    Excelente a sua postagem.

    Quero sugerir tambem dentro da medida do possível que voce fale sobre a MISOGINIA masculina e feminia, no Brasil do Século XXI.
    O que vc acha disso?

    Bom final de semana querida amiga!!!

    Alôha!!

    Hod.

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  2. Errata: Onde se lê, Freude. Lê-se: Freud.

    Bjssu!!

    Hod.

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  3. Oie passei para conhecer o seu blog e te convidar para visitar o meu tb. Lá eu falo sobre moda,posto meus looks diários e falo sobre as tendências que me inspiram!
    Espero que goste!
    bjinhos

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  4. Hod, se eu soubesse que possuias tamanha bagagem teria te consultado...kkkk...obrigada pela tua contribuição inteligente nos meus blogues.

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  5. Oi Mary querida, sabes que a modéstia me impediria de dar um palpite sobre o tema que tens pleno dominio....KKKKKKKK!!

    Bj!!
    Hod.

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  6. Assunto interessaante...não sabia....minha idéia era outra. Mas, vivendo e aprendendo. Parabéns!

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  7. Mutio bem!!!
    Também não sabia da origem do vibrador.

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  8. quem diria...o vibrador fazer parte da evolução da humanidade. Mas, afinal, o sexo é uma pulsão de vida. Porque não?

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Trata-se de um blog pessoal, onde sinto-me à vontade para falar sobre my way and my journey.

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Eu pensei que me conhecia, mas eu me imaginava. Eu pensei que existiam somente duas Marys dentro de mim. Uma que eu a controlava, outra que me controlava. No entanto, comecei a tirar os véus da imaginação e me dei conta que existem muitas mulheres dentre deste corpo pequeno e frágil. Por isto, ele era tão complexo e vulnerável.A partir daí, comecei a compreender a fala da minha incompreensão, tentando ser menos severa comigo, para ser mais amável e tolerante para aceitar que sou o que sou, sem nenhum compromisso em querer ser politicamente correta para agradar aos outros. Isto me acalma e me faz ver-me diferente. Sou mulher, mãe, profissional, deusa, amante, cidadão do mundo, vivendo intensamente meu universo feminino. Isto é o que chamo de entrega de mim à mim, mesma. Sou seguidora incondicional de Jesus Cristo.

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