quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bolsa de mulher


O que existe dentro de uma bolsa de mulher?

Primeiro vamos falar do sentido da bolsa para as mulheres. Mulher sair sem bolsa?...é quase unanimamente impossível, em minha opinião. A bolsa passa a ser uma utilidade não necessariamente funcional, ou seja apenas a de carregar objetos, mas também, para atender a necessidades psicológicas femininas que ultrapassam a intenção limitada de ser apenas um acessório complementar para o vestuário. É muito mais do que isto. Na bolsa, a mulher carrega suas identidades, que não necessariamente limitam-se a documentos pessoais. Mas, as identidades espirituais, identidades narcísicas, identidades de consumos,identidades financeiras, identidades sexuais, identidades de relacionamentos,identidades nutricionais, identidades de instruções, etc, identidades estas que servem como bengalas de segurança em qualquer situação. Ou seja, o(s) tipo(s) de identidade(s) que existe(m) nas bolsas de uma mulher revelam um pouco de quem ela é. Sem contar que o tamanho, o modelo, a cor também são reveladores do perfil comportamental da sua dona. O perfil de mulher moderna, prática, conservadora, detalhista, esportista podem ser sinalizadas por este simples objeto de uso diário.

Mas, todo esse "gênesis", foi para chegar ao primeiro testamento, que foi o que aconteceu hoje, quando ia para a faculdade para o curso de especialização.Estava eu, linda e loira, cabelo escovado, perfumada, roupa de verão,ouvindo "aquela" música de Zeca Baleiro, me dirigindo para o campus universitário, quando de repente fui parada por uma blitz. O que se passa?...perguntava eu, me fazendo de inocente. Sendo solicitada à apresentar meus documentos de habilitação, tive que tomar uma boa dose de paciência para enfrentar o guarda, às 19h, naquele trânsito infernal. A bolsa enorme, cheias de compartimentos secretos talvez para ajudar na localização das minhas diversas identidades na hora que eu precisasse, não estava adiantando de nada. Sorri para o guarda, como pedindo-lhe um tempo para localizar meus documentos, no mundo de objetos que estavam na bolsa grande, que tornava-se pequena, diante tantas identidades. Para facilitar a procura, fui tirando os objetos um por um: necessaire de maquiagem, manicure, perfumes, absorventes, escovas para cabelo, escova para dentes, caixas de óculos de grau, caixa de óculos de sol, caixinha de lenço. Em seguinda, retirei a bolsinha do celular, que deveria estar dentro de um compartimento e não estava. Isto, o guarda me olhando. De repente, o celular toca.Cadê o celular?...cadê o celular?...encontrei. Era Níchollas fazendo ligações de pirangueiro para eu retornar a ligação. Pedi um momento ao guarda, falando que tratava-se de um assunto urgente, quando na verdade aproveitei para dizer para o meu filho o que havia preparado para o seu jantar, que Renata havia ligado para ele, que fosse estudar, bla, bla, bla. Imaginei que nestas alturas, o guarda achava que eu estava a brincar com ele. Continuei sorrindo dando seguimento às buscas. Porta níquel, tarrachas de brincos perdidas, saldos bancários, notas fiscais....comecei a aproveitar o momento para organizar a bolsa que estava uma bagunça, já esquecendo do guarda. Ele que aguardasse, pois ninguém mandou me parar em plena noite de quinta-feira, para me pedir uma coisa tão complicada como aquela. Daí, depois de retirar tudooooooooo da bolsa, percebi que a única coisa que havia esquecido na bolsa anterior, foi justamente a carteira de documentos pessoais. Freud explica. Lembrei-me que ao sair de casa, enquanto estava ao celular, resolvi trocar a bolsa, buscando uma que combinasse comigo, que por sua vez combinasse com meu sapato também. Na correria e na atenção do telefonema, coloquei tudo que para mim seria de primordial importância. O que se passa que não considerei os documentos pessoais, de importância para mim?.... bem...não sei...o que interessava naquele momento era que tinha que dizer ao guardinha que havia esquecido a carteira de documento em casa. Claro, que eu no lugar dele teria dito o que ele disse: -Como isto é possível?....respondi-lhe com um sorriso nos lábios, que sinceramente não sabia, mas que se fosse pela quantidade de maquiagem e de vaidade contida naquela bolsa eu não seria multada. Falei-lhe em tom de brincadeira, talvez para me descontrair, diante da possibilidade de ser multada. Sorte minha que ele levou na esportiva e me liberou, talvez perdoando-me por ser loira...ufa!

Mas, depois fiquei pensando. O que a minha bolsa revela sobre mim?...isto vira um bom estudo de caso...pois, esquecer documentos, dinheiro e cartão de crédito...no mínimo revela um perfil de uma loira muito desligada...afee, é tão bom ser desligada vez por outra!

Mas, o que tem em sua bolsa?

1 comentário:

  1. Olá Mary!! Brilhante texto>>. Por muito anos desde a adolescência ficava me perguntando porque as meninas e minha primas mais velhas, assim como tias e minha própria mãe usavam este acessório vital para as mulheres. É uma icognita para nós homens, inclusive meu Pai..... Uma bela e suscinta exposição!!! ...Agora surgiu uma luz no fim do túnel e não é um trem vindo em sentido contrário..rsssrsrsrsrsrs... Salva pelo teu sorriso!!!
    Explico: Sou o primogênito de 4 irmãos. Não cresci com irmãs por perto...então fica tudo muito díficil...já que os amigos que tem irmãs também nunca compreederam esta questão...Claro que também questionava do porque eu precisaria saber disso..... Agora sei!!!

    Bom Findi!!!
    Aloha
    Hod.

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Trata-se de um blog pessoal, onde sinto-me à vontade para falar sobre my way and my journey.

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Eu pensei que me conhecia, mas eu me imaginava. Eu pensei que existiam somente duas Marys dentro de mim. Uma que eu a controlava, outra que me controlava. No entanto, comecei a tirar os véus da imaginação e me dei conta que existem muitas mulheres dentre deste corpo pequeno e frágil. Por isto, ele era tão complexo e vulnerável.A partir daí, comecei a compreender a fala da minha incompreensão, tentando ser menos severa comigo, para ser mais amável e tolerante para aceitar que sou o que sou, sem nenhum compromisso em querer ser politicamente correta para agradar aos outros. Isto me acalma e me faz ver-me diferente. Sou mulher, mãe, profissional, deusa, amante, cidadão do mundo, vivendo intensamente meu universo feminino. Isto é o que chamo de entrega de mim à mim, mesma. Sou seguidora incondicional de Jesus Cristo.

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